Segurança no trânsito para a terceira idade

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No Brasil, o número de idosos já ultrapassa a soma dos 14 milhões, ou seja, 8,7% da população. É o grupo etário que mais cresce proporcionalmente. No entanto, existem graves questões que precisam ser resolvidas para que esse envelhecimento se dê de forma saudável. Entre elas está o trânsito. veja mais sobre aqui. É pensando nesse público que trouxemos dicas e informações sobre segurança no trânsito para a terceira idade.

Contudo, esta situação está associada a um aumento significativo do risco de acidentes em comparação com as pessoas mais jovens. A fim de minimizar este problema e, ao mesmo tempo, manter a mobilidade das pessoas idosas em termos de participação social.

Neste ponto, surge a pergunta: até quando é recomendado os idosos continuarem na direção de um veículo?

O Código de Trânsito Brasileiro sugeri que não existe uma idade limite para abandonar a condução de veículos. Entretanto, há uma ressalva é de que, para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), deve ser realizada a cada três anos a partir dos 65 anos, e não mais em intervalos de cinco anos, como acontece nas demais faixas etárias. Essa diminuição de tempo leva em conta as dificuldades do envelhecimento, todos esses mecanismos são para contribuir positivamente para segurança no trânsito para a idosos.

 Dirigir proporciona às pessoas idosas liberdade, independência, interações sociais e autonomia, ou seja, uma sensação de controle e gerenciamento da própria vida. 

Contanto que o motorista esteja em condições adequadas a dirigir, a idade não importa.

Sem limite para dirigir, estando com a saúde em dia!

O benefício de dirigir baseia-se na capacidade de conduzir um veículo a motor com segurança. Motoristas a partir de 70 anos de idade correm mais riscos de acidentes com veículos a motor por quilômetro rodado comparados a motoristas de meia-idade, o que representa um maior risco no setor de segurança no trânsito para o público da terceira idade . Entretanto que dirigem poucas vezes, são os que correm mais risco. Assim, a função comprometida devido a dificuldades relacionadas à idade deve ser vista como um sinal amarelo piscando – um alerta para que o privilégio de dirigir seja reconsiderado.

Esta atenção deve vir principalmente da família verificar se há algum fator limitante que impeça o idoso de continuar dirigindo seu veículo, evitando assim a ocorrência de riscos a  vida de si mesmo e de terceiros.

Alguns fatores que podem prejudicar a habilidade de direção nos idosos:

– Dificuldades visuais e auditivas

– Diminuição da velocidade do processamento mental e motor, especialmente em quadros com queda de cognição;

– Déficits de memória.

– Desorientação espacial (perder-se em locais previamente conhecidos, não saber onde está)

– Dificuldades nas funções executivas (planejamento, auto monitoramento, raciocínio, capacidade de julgamento e tomada de decisão)

– Déficits na atenção dividida (dificuldade em dar conta de todos estímulos simultâneos requeridos no processo de dirigir)

Fonte: Portal do envelhecimento

Utilização de Medicamentos

Dentre os fatores que podem vir a interferir na dirigibilidade do idoso, o uso de medicamentes é um fato de grande peso visto que idosos utilizam medicamentos que podem ocasionar efeitos colaterais e estes sintomas podem vim a interferir na direção do veículo; O idoso ao iniciar uma nova medicação prescrita por seu médico, que venha afetar alguma de suas funções, como a visual, física ou mental, não podem dirigir, em outras palavras não podem dirigir caso medicamento apresente colaterais prejudiciais as suas funções.

Algumas substâncias que podem interferir na condução do veículo:

  • Álcool
  • Medicamentos antiepiléticos
  • Antieméticos (usados para controlar as náuseas)
  • Antipsicóticos
  • Medicamentos usados para tratar glaucoma
  • Medicamentos utilizados para tratar a doença de Parkinson
  • Relaxantes musculares
  • Soníferos
  • Alguns antidepressivos sedativos

Fonte: Portal do envelhecimento

Idoso com disposição para dirigir.

Sinais de advertência sobre a condução insegura

Motoristas idosos e seus familiares podem querer considerar os seguintes pontos para determinar se ainda é ou não seguro continuar a dirigir:

  • Eles se perdem enquanto dirigem, esquecem qual o destino enquanto dirigem ou voltam para casa tarde de uma saída de carro rotineira.
  • Os amigos e familiares se preocupam com sua condução ou pararam de aceitar caronas?
  • Eles estiveram próximos de se envolver em mais acidentes ultimamente?
  • Caso tenham dificuldades para ver outros carros, ler e reagir aos sinais de trânsito.
  • Ficam ansiosos com o congestionamento de trânsito, cruzamentos movimentados ou para fazer viradas à esquerda?
  • Achar que os outros motoristas dirigem muito rápido.
  • Dirigir se tornou estressante ou cansativo para eles, ou eles ficam irritados ou confusos enquanto dirigem?
  • No caso do brilho dos faróis de outros carros ou postes de luz ser incômodo.
  • Eles têm problemas para girar o volante, empurrar os pedais, olhar por cima do ombro ao dar marcha à ré, evitar meios-fios, permanecer na pista ou estacionar?
  • Às vezes, eles confundem os pedais de aceleração e freio?
  • Eles tiveram acidentes nos quais tiveram culpa no último ano, ou foram parados pela polícia devido à sua condução?
  • sofrer quedas nos últimos 1 a 2 anos.
  • Tomada de decisões mais lentas enquanto dirigem.
  • Às vezes, esquecem-se de usar os espelhos, sinalizar ou verificar o tráfego contrário? 

Motoristas idosos e seus familiares que estiverem preocupados com qualquer uma dessas questões devem falar com seu médico ou no mesmo sentido buscar um especialista em reabilitação de direção sobre as formas para melhorar a segurança da direção.

Apoio familiar é determinante na hora de parar de dirigir:

Com o passar dos anos algumas funções sofrem alterações que podem comprometer a habilidade do idoso na condução de um veículo, como por exemplo, a capacidade de enxergar as placas de trânsito, ouvir os estímulos sonoros e responder com eficiência às demandas do trânsito estão entre os principais desafios, por isso a atuação/apoio familiar é tão importante para criar um ambiente de segurança no trânsito para a terceira idade. 

Hoje se preconiza que a decisão de parar de dirigir deve ser tomada com alguns elementos em conjunto: o idoso, a família, o médico que acompanha o idoso e o médico do tráfego, que vai avaliar a situação. E da mesma forma que o jovem precisa do suporte da família para tirar a CNH, o idoso também precisa da atenção da família para tomar a decisão de renovar ou não o documento. Ter alguém ao lado dele no momento de guiar é importante por causa disso, para ajudar o idoso a se avaliar.

Por fim…

Por fim concluímos nossas dicas e informações sobre segurança no trânsito para a terceira idade, não esqueça! envelhecer não significa aposentadoria da condução do seu carro. Para saber o momento de parar de dirigir é necessário prestar atenção na capacidade de cada pessoa e não necessariamente na idade, isso pode ser bastante relativo. Acrescentamos ainda que abandonar a direção não é de forma alguma um sinal de fraqueza, mas é preciso humildade para admitir que o momento chegou.

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